domingo, 22 de janeiro de 2012

Saudade - falta de assunto.




Tenho recebido mensagens e mensagens de amigos, colegas ou mesmo de pessoas próximas que dizem estar com saudades, que sentem minha falta e que gostariam de saber como eu estou, como anda a minha vida e tudo aquilo que você já falou ou escutou de alguém.



Bem, obrigado, e com MUITA PREGUIÇA de ler sua mensagem.

Na tentativa de deixar meu lado rebelde de lado e entender o que se passa na cabeça e no coração das pessoas, resolvi pesquisar um pouquinho e olha o que eu achei:

saudade
sau.da.de
sf (lat solitate) 1 Recordação nostálgica e suave de pessoas ou coisas distantes, ou de coisas passadas. 2 
Nostalgia.

Daí comecei a entender um pouco melhor: essas pessoas, então, estão tendo uma recordação nostálgica? Você fica nostálgico quando sente falta de alguma coisa, certo?
Bom, isso quer dizer que, por algum motivo e em determinado momento, eu fiz diferença na vida de alguém. E uma diferença boa porque, se fosse ruim, não sentiriam minha falta.
De fato, me senti feliz, importante e muito querido...

... POR DOIS MINUTOS.

Porque daí também lembrei que aquela pessoa mora na mesma cidade que eu, me tem adicionado em todas as redes sociais, tem o número do meu celular, da minha casa, sabe onde eu moro e o endereço de todos os locais em que trabalho. POR QUE DIABOS SENTE SAUDADE? Quem quer fazer algo, não dá um jeitinho e encontra um meio?

Talvez os autores do dicionário estejam um tanto quanto equivocados


Saudade é falta de assunto.



sábado, 3 de dezembro de 2011

O e-mail que nunca mandei.





Estava eu TODO CONCENTRADO procurando por e-mails super importantes quando me deparo com esse aqui, escrito em 2008.

"Seis meses desde que voltei e acho que até agora a minha ficha não caiu.

Tem sido muito difícil andar sozinho.
Tudo é sem graça, sem cor e sem gosto. Meus amigos parecem distantes, minha casa parece pequena e abafada demais.
Minha cama? Muito quente.
Não quero comer direito. Não quero beber nada.
Minha cabeça não tá aqui e meu coração, inteiro aí.

As pessoas percebem, me perguntam e eu sempre tento dar um jeitinho de me esquivar. 'O meu jeitinho', lembra?

- Baby, I honestly don’t how the fuck you always find a way.
- Where am I from, baby?

Duas horas de gargalhadas garantidas.

Mas hoje você não tá mais aqui.
Pensar em você, pensar no que aconteceu, dói.
Dói muito.
Tenho vivido como se você nunca tivesse existido. Como se toda a nossa história tivesse sido um sonho.
De vez em quando, surge uma ou outra coisinha que me faz lembrar de nós dois.

Lembro do seu jeito sem graça quando eu fazia uma piada suja, o sorriso de canto de boca, o jeito de morder os lábios ou o dedinho na boca quando você pensava, o jeito fofo de coçar a orelha, o 'gênio hulk', as piadas internas e seu sotaque ridículo.

Lembro de quando a gente ficava pra cima e pra baixo, procurando um lugar legal pra ir, e sempre terminávamos embaixo do edredom,  com o ar-condicionado no 'modo glacial', o Bob deitado no chão, chorando e querendo subir na cama, e algum filme na TV.
O filme? Mero detalhe, hahaha!

Lembro dos carinhos por baixo da mesa, do jeito carinhoso de me acordar, dos chocolates derretidos na minha mochila (que deveriam ser surpresa), da bicicleta deformada e de toda a nossa bagunça no café da manhã, comendo e dançando. E das multas e multas, por causa do som alto, no final do dia.

Lembro dos bilhetinhos na geladeira ou dentro do meu notebook, da sua maneira educada de tratar as pessoas e de ouvi-las, sempre com muita atenção, e de como isso me irritava profundamente.

- Why?
- Why not, baby? - with the biggest smile in the world.

E tudo se resolvia.

Lembro das combinações de roupa BIZARRAS que você escolhia e da calça jeans dois números acima do seu. Você ia andando, ela caindo e você puxando pra cima. E eu achava a coisa mais fofa e desengonçada do mundo.

O seu jeito engraçado de andar, de tocar nas pessoas enquanto falava, de rir, de franzir a testa, de errar a seta, o seu PÉSSIMO senso de direção, de se dar muito bem com tecnologia, de achar pechinchas, de me mostrar as 9383749823 fotos da família INTEIRA, de odiar despedidas, de comer rápido, de olhar nos olhos, do beijo-borboleta, das noites na praia...

Lembro de todas as vezes que você veio pra cá, me procurar, e me pergunto se fiz o certo em deixar tudo como está. A resposta varia de acordo com o dia.
Mas ambas, o 'sim' e o 'não', são sempre regadas a muitas lágrimas.

Acordar, meu amor, nunca foi tão dolorido.

Love, 
Ab."

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

5 conclusões de uma reflexão-depressiva-pré-aniversário.




A maioria das pessoas resolvem fazer um balanço geral da vida no final do ano. Começa a musiquinha na Globo, os fogos em Copacabana e fica todo mundo lá, com cara de paisagem, pensando em toda merda que foi feita. PORQUE NÉ se for colocar na balança, O LADO CAGADO sempre pesa mais.

Eu faço isso nos meus aniversários.

Na verdade, eu faço isso no final do ano e nos meus aniversários. Mas, por algum motivo, parece que a coisa é levada mais a sério quando fico mais velho.

Não sei se é porque bate aquela impressão de se aproximar da MORTE (momento suicida-drama-queen), ou se é o momento mais oportuno, ou se é mania de gente que não tem o que fazer mesmo. A questão é, antes de ficar mais velhinho, começo a ver o que eu fiz, deixei de fazer, o que melhorei e o que precisa ser melhorado. NÃO que a cada ano eu SEMPRE me supere, mas me ajuda muito a dar um norte ao caminho tortuoso aka vida.

E porram, esse ano aconteceu tanta coisa que eu podia ficar ocupando vocês aqui pelo reeeesto da vida. Mas como sou muito legal, vou tentar resumir os pontos mais importantes. Ou seja, VOU FALAR DAS CAGADAS pra você serem mais espertos e não cagarem como eu, tá?


1- Existem amigos e “amigos”.

Os primeiros são aqueles que ligam pra saber se você chegou vivo da balada; que te mandam uma mensagem no meio da tarde pra falar que lembraram de você, ou de vocês, em alguma situação engraçada. Os amigos são pra qualquer hora: pra chorar, rir, comer, andar, comprar, ver filme, desabafar ou fazer nada. Esses são insubstituíveis e inesquecíveis.

Já os “amigos” são aqueles que estão ali pra te fazer rir – até a balada acabar e cada um ir para o seu lado.

Eles desabafam também. Ah, como desabafam! Mas é porque o negócio tava MUITO feio MESMO e você foi o primeiro – infeliz – a aparecer. Eles até te consideram amigo – sem aspas – mas é só até aparecer um outro amigo – ou “amigo” – mais divertido, mais engraçado.

Os “amigos” precisam de você, mas é só até a vida voltar a ser legal novamente.


2- Tuuuuuudo igual!

Tá tudo lindo e colorido ATÉ VOCÊ DESCOBRIR que todo pão é feito com a mesma farinha MESMO – e aí seu mundo ACABA.

Pode até ter um gostinho diferente, mas a qualidade é a mesma. Você tenta dar uma enriquecida, troca o fermento, mas não adianta. A BENDITA DA FARINHA ESTRAGA toda a receita.

(NOTA MENTAL: já é a segunda metáfora com comida. Singnifica?)

Você tem duas opções: se jogar no saco e se misturar com a galere ou continuar tomando lá e mantendo a qualidade. Difícil, né?


3- Existem pessoas e pessoas.

Esses dias li em algum lugar alguma coisa mais ou menos assim: não exclua as pessoas da sua vida, reorganize as posições e inverta as prioridades. E é bem isso.

É complicado ter qualquer tipo de relação com o tipo de ser humano que tem a VIA LÁCTEA na barriga (ou enfiado em algum outro lugar). Portanto, deixe que vivam lá, bem quietinhos, e sem encher o saco ninguém..

Existem pessoas que fazem questão de estarem presentes na sua vida. Assim como existem aquelas que CAGAM pra você. Saiba valorizar as primeiras e respeitar a vontade das segundas.


4- Tudo tem limite, até educação.

Se você sorri pra todo mundo, cumprimenta todo mundo, é fofo com todo mundo, escuta todo mundo, TEM ALGUMA COISA ERRADA.

Não pense que fazer o fofucho vá fazer com que as pessoas te amem. OKAY que existem pessoas fofas 24 horas. MAS também existem aquelas que fazem tipo.

SER AMADO por causa de um personagem é muy peligroso.

Nenhum personagem é eterno. Uma hora ele vai sair de cena e é aí que o bicho pega. As pessoas começam a ver que, desde o início, era tudo teatro. E aí, o fofucho lá do começo é visto como o falso, dissimulado e mais um monte de adjetivo que ninguém quer pra si.

Tudo fica bem mais fácil se você é você, do começo ao fim. Quem gostar, vai ser por quem você é DE VERDADE, e não por quem você fingiu ser.


5- Adendo a Campanha pela Vida.

A modinha agora é essa, não é? Cada um cuidando da sua?

Olha, se mesmo assim a sua CONTINUA uma merda e todo mundo sabe disso porque não aguenta mais ouvir você reclamando, tá na hora de rever TODOS os seus conceitos.

A dica? Entregue a sua vida pra alguém que tenha melhores condições de cuidá-la PORQUE VOCÊ NÃO TÁ DANDO CONTA. É muita informação, né?

Se mesmo assim não adiantar, aí, meu filho, ENTREGA PRA DEUS, se é que você me entende.

domingo, 5 de junho de 2011

Aos meus amigos, o meu muito obrigado.




“E saiba que eu só aceitei fechar negócio, e fiz questão de vender, porque é você. Se fosse por qualquer outra pessoa, não o faria”.

Desliguei o celular e comecei a chorar. Um choro bom. Um choro que me deixava extasiado, fazendo com que toda a alegria se esvaísse do meu corpo através de lágrimas.

Alívio, talvez.

Foi assim que eu vi que estava cercado pelas pessoas mais incríveis do universo. E não pude deixar de colocar os joelhos no chão, naquela noite, e agradecer a Deus, infinitamente, por ter me dado os melhores amigos do mundo.

De 1997 a 2006, eu cresci em meio a um verdadeiro campo de guerra. Meu pais se separaram e, desde então, a separação se transformou em um exército de ofensas, humilhações e xingamentos.

Para uma criança de 7 anos, não é nada saudável crescer ouvindo que seu pai não presta ou que sua mãe não tem condições de cuidar de você. Para uma criança de 7 anos, não é saudável dormir em um lugar e acordar em outro. Para uma criança de 7 anos, não é NADA saudável crescer com pais separados e que se odeiam.

Na época, eu devo ter tentado pedir por ajuda, de alguma maneira. Mas a resposta era sempre a mesma: ele é só uma criança.

Dessa maneira, eu cresci.

Em 2006, eu entrei em depressão. Até então, não sabia muito bem o quão triste era isso. Nunca gostei de atingir ou influenciar as pessoas de uma maneira negativa. Então, ia pra escola, sorria e fingia que tudo estava perfeitamente bem. Chegava em casa e ia direto para o quarto; sem falar nada, sem comer nada, sem querer nada.

Passado algum tempo, minha vó percebeu que havia algo errado e já foi logo soltando:

- Desde que veio da sua mãe, você está diferente! O que foi que ela te disse, hein? Me fala!

Eu não aguentava mais.

Uma raiva descomunal tomou conta de cada célula do meu corpo. Peguei minha vó pelo braço, irracionalmente, e a joguei no corredor, urrando:

- Sooooooooooooome!

Minha vó, assustada. Silêncio. Paz novamente.

Voltei para o meu universo particular, minha zona de conforto, em que tudo era mais bonito, melhor e mais confortável: cama. E comecei a chorar.

Depois de 9 anos de briga, meus pais se falaram pela primeira vez.

Dessa vez, sobre a minha vida e o que eu poderia fazer com ela. E entraram, finalmente, em acordo judicial.

Comecei a fazer terapia, análise, ou como quiserem denominar o tratamento para pessoas que possuem algum tipo de trauma. O terapeuta era ótimo e tudo estava indo muito bem, quando tive o diagnóstico: “Pronto, você já está ótimo. Aliás, é engraçado como catadores de lixo e trabalhadores rurais não tem depressão, né? Isso é falta do que fazer! Falta de trabalho! Vou te dar uma enxada e você vai ver como essa tristeza passa!”.

Meu pai deu fim ao tratamento.

Sim. Dessa maneira, eu cresci.

Cresci contando comigo mesmo. Eu era meu terapeuta, meu amigo, meu pai e minha mãe.

Cresci sem uma idéia muito clara sobre o que era uma família e qual era o sentido dela. Mas cresci.

Em meio a tantas dúvidas e pensamentos um pouco negativos, eu decidi que teria a minha própria família. A única diferença é que eles não teriam o mesmo sangue que eu.

E aí, eu encontrei cada um de vocês, que estão lendo isso aqui.

A vocês, o meu muito obrigado.

Obrigado pelas infinitas crises de riso, pelos puxões de orelha, pelos sábios conselhos e, principalmente, pela paciência. Obrigado pelo amor e carinho, muitas vezes representados por sms no meio da madrugada. Obrigado por me deixarem fazer parte da vida de vocês: é uma honra.

Quanto ao passado, não culpo e muito menos julgo ninguém. Acredito que, para o bem ou para o mal, as pessoas tem e terão seus motivos para agir. A diferença é que não procuro entendê-los.

Não guardo mágoas e nem rancor, pelo contrário: agradeço por terem me feito amadurecer em tão pouco tempo. A vocês, o meu muito obrigado também.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

A gente vai crescendo e aprendendo...

que algumas coisas são irrelevantes, sem importância e não merecem uma fração de segundo do nosso PRECIOSO tempo;

que a gente tem que perder pra dar valor;

que a grama do vizinho é mais verde porque é artificial;

que AMOR ETERNO é outro jeito de escrever AMIZADE;

que o problema são os outros e não nós;

que pra toda regra, há sempre uma exceção, e a maioria das pessoas não estão preparadas pra isso;

que as pessoas não mudam e, sim, fingem bem;

que consideração é relativa e subjetiva, e nem sempre recíproca;

que antes sentar com a Cláudia que sentar em má companhia;

que TUDO nessa vida pode ser superado, cedo ou tarde;

que algumas pessoas se limitam ao amor de buátchy e são felizes assim;

que algumas pessoas não se importam, quando deveriam;

e que outras pessoas se importam demais, quando não deveriam;

que o mundo gira;

que gosto não se discute;

que pessoas são imprevisíveis e nos surpreendem quando a gente menos espera;

que o buraco é mais embaixo porque cavaram rápido demais;

que não existe “a última vez”, "o último copo” ou "a última cagada”;

que tem muita gente fofa por aí;

e que tem muita gente fdp também;

que a gente não sabe porra nenhuma e tem muito o que aprender ainda.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Meu desejo para 2011.


Poderia escrever um monte de baboseira típica de final de ano e sair desejando várias coisas da boca pra fora. Mas vou dispensar tais formalidades e chichês e me aterei a somente um desejo: sapatos novos!

Que eles despertem o desejo de andar diferente, talvez por novos lugares.

Que eles façam você correr ou até mesmo pular. (se andou devagarinho em 2010, essa é a sua chance de recuperar o tempo perdido)

Que eles se enrosquem em outros sapatos, novos ou velhos, mas que sejam bonitinhos e legais, pelo menos.

Que eles sejam à prova d’água porque o caminho pode estar cheio de poças.

Que eles sejam confortáveis para que você não se canse de andar.

Que eles sejam do seu tamanho (nem maior, nem menor) para você não tropeçar.

E o mais importante: que eles sejam seguros, para você ter certeza em onde pisar.

Em 2011, não espere seus desejos se realizarem por conta própria.

Dê o primeiro passo. E de sapato novo.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

A Arte de Encasquetar


A fome bate e você resolve ir à padaria. Estaciona seu carro, entra, pede os pãezinhos e, de repente, é pego de surpresa por uma onda de sentimentos e sensações mágicas: sua alma gêmea está bem ali, na sua frente.

E então dá aquela vontadezinha LOUCA de fazer um mega casamento, reunir a parentaiada no almoço de domingo, limpar fralda, eleger o Papai Noel do ano, tirar a meleca do sobrinho, mandar o demônio engolir o choro e outras coisas AGRADÁVEIS que fazem parte do ambiente caótico-familiar. Na sua cabeça, aquela é a pessoa com quem você quer casar e ter uma dúzia de filhos. Repetindo e frisando: na sua cabeça.

Mas daí você me pergunta: por que isso acontece? Olha, já tentei considerar um possível cupido fdp (ou vesgo), macumba, vidas passadas, magnestismo, fases da lua, comida estragada, retardamento... e nenhuma explicação foi tão dygna e convincente assim.

MAAAAS depois de anos e anos de profundo estudo e análises avançadérrimas, cheguei à conclusões consideráveis e dignas de um Nobel.

O encasquetamento é um fenômeno psicológico e exclusivamente unilateral. Ou seja, não é porque você ama que a outra pessoa também o faz. Pelo contrário; o pobre coitado ou coitada lá da padaria NÃO FAZ A MÍNIMA idéia do que se passa na sua cabeça multipolar.

Primeira alternativa: se você tiver sorte e o universo for MUY seu amigo, pode ser que o encasquetamento e multipolaridade sejam mútuos e o casamento aconteça ali na padaria mesmo. MAS, como eu disse, isso só acontece se você tiver MUITA sorte, se o universo for MUY seu amigo e se você for algum personagem de novela.

Segunda alternativa: a pessoa fica com muita dó, olha para sua cara e solta um sorrisinho para mostrar que é legal, pensando "Oun, tadinho, né?".

Terceira alternativa e mais cruel: a pessoa pensa que você é algum tipo de maníaco, fica com muito medo e vai embora... SEM PAGAR os benditos pãezinhos. (ouch!)

Como a maioria dos seres humanos tendem a nascer já automaticamente cagados no amor, a segunda e terceira alternativas são as mais prováveis.

Mas não faça ALAKA! Com toda certeza do mundo, a pessoa que te encasquetou não é a primeira e nem vai ser a última PORQUE o encasquetamento é intenso PORÉM passageiro.

Mesmo porque a gente ENCASQUETA que aquela pessoa é a última bolacha do pacote quando, de fato, NÃO É! Okay, a última bolacha do pacote pode ser a mais gostosa, mas ela vem SEMPRE quebrada. Logo, contente-se e seja feliz COM O RESTO do pacote.

O encasquetamento pode demorar um pouquinho, mas aí é você quem resolve COMOFAZ:

Você pode fazer o papel de idiota e ficar se matando atrás da última bolacha forever.

Sentar (chorar) e esperar até que a pessoa resolva te enxergar.

Sentar e orar.

Sentar lá e fazer amizade com a Cláudia.

Não superar NUNCA o amor não correspondido, virar emo e se cortar.

Escutar Restart, Cine ou Hori e... se cortar.

Se jogar na buátchy e se encasquetar por outra pessoa.

Levar um NÃO na cara, se cortar e se matar.

Levar um NÃO e fazer todas as alternativas anteriores.

Desencasquetar total e cair na real que você merece alguém que te ame... e que se encasquete por você.



Beijos, doidinhos.