terça-feira, 13 de outubro de 2009

Te amo. Me passa o leite?


Amar.
Verbo difícil de se conjugar.

Hoje, qualquer pessoa ama. Eu, você, ele, ela e até o cachorro. Eu amo minha barra de chocolate, você ama seu trabalho, ele ama o carro, ela ama o cachorro e o cachorro a ama.
O que é mais fácil: amar uma pessoa ou uma coisa? Não sei.

Ao longo dos anos, tudo foi ficando mais prático, moderno, rápido. A máquina de neurônios do ser humano foi fabricando coisas inimagináveis e até antes consideradas impossíveis. É carro que só falta falar, casa com vida própria, robô que faz tudo, e uma infinidade de outras geringonças. E assim ficou o amor. Mais moderno. Mais prático.

Sim. É muito fácil ouvir ''te amo''. Basta uma quantidade mínima de álcool correndo no sangue e lá vai. Ou senão um scrap daquele coleguinha de classe que você não via há 10 anos, que esqueceu que você existe, e no final do recado vindo do NADA, tem as duas palavrinhas com mais quatro palavras adicionadas e em forma de pergunta: ''não esquece que te amo, tá?''. Não que eu seja a pessoa mais paciente da Terra, mas isso é a receita certa pra me tirar do sério. ''Te amo'' não é bom dia.

Cadê o amor, gente?
Digo o amor sincero e não o amor moderno. Cadê o frio na barriga? O coração batendo acelerado? O olhar 43? As mãos dadas?

Não. Não estou emocionalmente necessitado e nem necessariamente emocionado. Só quero saber aonde o amor tem andado.

Ah, e amo vocês.


segunda-feira, 20 de julho de 2009

Ilha reaberta.

Um ''aháááááááá'' para aqueles que pensaram que o blog tinha morrido!
Não foi morte, gente, foi falta de tempo mesmo. Sorry para aqueles que entraram aqui e viram que o último post foi em janeiro. E muito obrigado para aqueles que comentaram no último texto e nos anteriores durante toooooooooodo esse tempo de fechamento para balanço!


Fiquei todo esse tempo pensando no que escrever. Muuuuuuuuuuitas coisas aconteceram nesse meio tempo: é FORA SARNEY virando modinha, é a economia dos EUA, é o rompimento de Francine com Max...enfim, assuntos SUPER importantes que, com certezam mudarão sua vida ou te acrescentarão em alguma coisa em desenvolvimento como ser humano!


Mas, entre todos esses assuntos importantíssimos, eu escolhi justo aquele que ninguém aguenta mais ouvir.
Tempinho pra pensar, Lombardi.

Pra quem pensou na beldade Michael Jackson, acertou!


''Oi, quer ser meu amiguinho?''

Gente, vamos falar a verdade sem puxação de saco, okay?
Tudo bem que ele era super querido por várias pessoas e tinha lá seus fãs como qualquer outro artista. Agora, vocês lembram que, antes de morrer, ele era o freak-sem-nariz que queria jogar
sua cria para os paparazzi comerem?

''Vai pra quem gritar 'AAAAU' mais alto!''

Tooooooodo mundo olhava pro Michael e já favia um ''argh'' involuntário e não me venha falar que NÃO! Sem contar o vaaaaasto repertório de piadas.
O Michael já tava morto pra muita gente. Quando ressuscitava, pode apostar que era problema.
Mas aí, morreu, e de repente, ficou queridinho por todos!
Em tooooooooooooooodo santo lugar tinha nego cantando ''piler'' e fazendo a dancinha dos zumbis, gritando ''aaaaaaaaaaaau'', tentando fazer moonwalk e se achando o próprio Michael.
Ah, gente. Não rola né?

Deve ser triste virar heroi depois de morto.


''Bye bye, children!''


E ninguém fez todo esse vucu vucu pra Dercy. Tadinha.






domingo, 18 de janeiro de 2009

Obama, me engana.

E 2009 chegou.
Um ano ímpar, literalmente.
Ano de novidades.
É Reforma Ortográfica, é PAC, é Fundo Soberano, novo presidente americano. Olha só, quanta coisa útil, não é mesmo? Super!
Mas ano vai, ano vem, e algumas coisas continuam na mesma (infelizmente). O genocídio em Darfur ainda existe, assim como a guerra lendária entre israelenses e árabes, a crise econômica mundial e, claro, o nosso querido presidente Lula, ainda vivo.


"Oooooi, gente!"


Aproveitando todo esse lance político, a tragédia acima e o clima de posse repercutido no mundo inteiro, não haveria momento melhor para falar dele, o show man reconhecido internacionalmente, a sensação do momento, Barack Hussein Obama!

"Hiii, people!"


A sua campanha publicitária foi uma das maiores, senão a maior, de que já se teve notícia até hoje.
E as doações também, somando um total de, nada mais, nada menos, que meio bilhão de dólares, ao longo de 21 meses.
Convenhamos que, pra ter essa quantia modesta DOADA, a pessoa tem que ser muito, mas MUITO, querida, amada, venerada, idolatrada, não-sei-o-que-ada...

"Yes, you trust me!"


E é exatamente isso que acontece: o site MyBarackObama.com (oun, so cuuute), a rede social criada especialmente para a campanha, teve dois milhões de perfis criados. Por meio dela, 200 mil eventos foram planejados, 400 mil posts de blogs foram escritos e mais de 35 mil grupos de voluntários foram criados. Além disso, a rede tinha sua própria página de arrecadação de doações, pela qual 70 mil pessoas conseguiram US$ 30 milhões.
E não é só, queridinhos. Obama ainda tinha mais cinco milhões de pessoas que o apoiavam em outras redes sociais. Ele tinha perfis em 15 comunidades diferentes. Só no Facebook, 3,2 milhões de usuários manifestaram apoio ao então candidato democrata.

Fama básica.

E, além de tudo isso, no dia do seu discurso, quem aparece?


"Assôôôôô!"

Opraaaaah!

Gente, além de tudo, o cara tem o apoio da deusa americana, mais que um jedi, quase um papa, Jesus Cristo dos tempos modernos, Oprah Winfrey! Para (agora sem acento thanks to Reforma Ortográfica) tudo! Se ele tem o apoio da Oprah, ele tem o dos Estados Unidos INTEIRO!

Sim, o Obama é POP!


Ah, bem que ele podia dar um jeitinho nessa verruga medonha, né?


Agora, momento reflexão...

Já pararam pra pensar se todo aquele discurso, logo após sua vitória (de que ele era a resposta que todos esperavam, que os Estados Unidos é um lugar onde tudo é possível, que a mudança finalmente havia chegado), não passar de puro blábláblá? Puro marketing?

Partindo do famoso ditado de que “nem tudo é perfeito”, a minha dica seria: americanos, não criem mais expectativas, ou a decepção pode acabar sendo maior que a crise econômica.

Em junho do ano passado, quando Obama conquistou o direito de candidatar-se à presidência dos EUA, o discurso super otimista era: “Nesta noite, marcamos o fim de uma jornada histórica com o começo de outra – uma jornada que trará dias melhores para o país".

Agora, ao falar sobre o conteúdo do discurso que fará em sua posse, Obama disse que pretende apenas ser o mais honesto possível com o povo americano sobre "quais são as circunstâncias" do país.
E, recentemente, em palestra numa universidade, Obama admitiu que o país precisava de "medidas dramáticas já" e que a solução da crise "levará tempo, talvez muitos anos".

Obaaaaama, já tá ficando feeeio, hein?

"Me dá um cigarro AGORA!"


Daqui a pouco, teremos: “Fiz o que pude, América. Entreguemos na mão de Deus!” (ou da Oprah).


"Eu vou dominar o MUNDO!"

Aí você vira e fala: “Ah, Abner! Larga de ser pessimista! Eu acredito no Obama e, desde o começo ele me pareceu uma pessoa decente!”.

Okay. Eu balanço a cabeça e finjo que concordo.

Cada presidente tem o escândalo de corrupção que merece.
O único problema é que nem todos são divulgados. Ainda mais quando se tem a mídia em seu favor, como no caso de Obama.
Mas sinto informar que o querido presidente tem andado com uma galerinha do mal ultimamente.


Hillary, aos 9 anos.



Começando pelo governador do Novo México, Bill Richardson.

Essa beldade aí do lado renunciou ao cargo de Ministro do Comércio por ser suspeito de beneficiar um doador de campanha com dois contratos públicos que somam 1,4 milhão de dólares.






Antoin Rezko, 171 super famoso em Chicago

O sírio deu uma “ajudinha financeira” (afinal, sírios têm pouco dinheiro) para a campanha anterior de Obama e ajudou-o a comprar a mansão de seus sonhos. Além de tudo, foi SÓ condenando em dezesseis acusações de corrupção. Será que ele não é brasileiro, gente?





Rod Blagojevich, governador de Illinois.

Mesmo sendo aliado de Obama (pelo menos ele se considerava, né?), Blago, para os mais íntimos, foi pego no flagra tentando vender a cadeira vaga de Oba-Obama no Senado.






Hillary Clinton, futura secretária de Estado.

A última suspeita é de que a super star teria ajudado um empreendedor a obter verbas federais e, na mesma época, o beneficiado teria dado 100 000 dólares à fundação de Bill Clinton. Ah, gente, são só suspeitas, né? Afinal, o sobrenome Clinton te faz lembrar algum escândalo? Maaaaagina.




É por essas e outras que falo: Obama, me engana que eu gosto.



Yoomp

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

A listinha

Antes que eu me esqueça: muito obrigado pelo apoio de todos vocês! A peça foi um sucesso! Me enchi de orgulho quando vi o resultado. Não foi fácil não, gente. Domingos e terças-feiras de ensaio super estressantes, com o tempo corrido, tentando conciliar teatro e vida real. Mas, enfim, valeu a pena. E claro que não podia deixar de agradecer à maravilhosa equipe, que ajudaram tanto dentro quanto fora do palco! Tudo isso só aconteceu com a força e determinação de vocês! Obrigado!
Vai aí uma fotinha para vocês conferirem!








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Hoje acordei e me deu uma vontade louca de tomar capuccino. Eu não tenho muito esse costume e nem sou tão chegado em cafeína assim.
Mas, quando me vi tomando aquela xícara desesperadamente, notei que tinha alguma coisa esquisita. E bota esquisita nisso.



É, gente, acordei feliz. E não sei por quê (lembram da bipolaridade, né?). Só sei que foi bom e muito bom. Será por causa das férias? Provavelmente.
Tirando os workaholics (aquelas pessoas que amam trabalhar e trocam suas férias por mais alguns dias no escritório), todo mundo não vê a hora de o patrão, professor ou sei-lá-quem virar e falar: “você está de férias!”.
Aiaiai, mesmo sendo as minhas últimas “pós-escola”, não posso negar que a fase deprê descrita no post abaixo passou e (olha a bipô de novo), agora, estou tentando aproveitar cada segundo das minhas tão esperadas férias! VIVA O ÓCIO!




Com esse período mara-e-tão-adorável de nossas vidas, vem aquele gostinho de natal e Ano Novo. Época em que paramos pra pensar em tooooodos os podres que fizemos durante o ano, ligamos para fulano, ciclano e beltrano pedindo desculpas por aquela cagada, ajudamos a vovó a atravessar a rua, prometemos ser pessoas melhores (mesmo sempre ficando só na promessa) e, claro, pegamos papel e caneta para fazermos aquela listinha de “coisas a fazer” ou desejos para 2009.
Eu sempre deixo pra começar a minha lá pelo dia 22, 23 de dezembro. E, confesso, que não há sensação melhor do que olhar para aquele papel todo amassado, meio amarelado, no fundo da primeira gaveta da escrivaninha, ou na gaveta de cuecas, no final do ano, e ver que você conseguiu realizar T-O-D-O-S os desejos! Mas tem que ser todos, senão não vale. Aí é a hora de se olhar no espelho e dizer: “você é o cara, Abner!”.
Definitivamente, não há sensação melhor do que a de poder fazer o que quiser, de não passar vontade, de fazer acontecer.
Mas, por favor, não façam desejos do tipo ir à Lua para uma visitinha básica e nem pegar elevador uma vez por mês. Não pode ser impossível nem tão fácil demais.
Enfim, fica minha dica de fim de ano: a listinha!


Corram e peguem suas canetas!


E sejam criativos, claro.


quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Não sei se consigo pensar.

Geeeeeente, desculpa pela demora. É que, ultimamente, não tenho tido tempo nem pra respirar. Ando meio sufocado, sabe?




O teatro anda não só consumindo grande parte do meu tempo, mas horas de sono também. A grande peça tem estréia nesse domingo: “O Fantástico Mistério de Feiurinha”. Diretor, roteirista e ator. Não, não é fácil. Cross your fingers, please.

Enfim, voltei da praia. Tudo bem que peguei sol só na terça, mas mesmo assim, valeu muito a pena. Nada melhor que estar na companhia dos amigos, rindo, ficando acordado até tarde, comendo besteira e, claro, jogando cartas (UNO e suas variações, rs). Detalhe: se tivéssemos ficado UM dia a mais em Balneário Camboriú (SC), provavelmente não estaria aqui escrevendo esse post.
Tudo bem que o tempo lá não estava propício pra pegar uma corzinha básica. Uma chuvinha aqui, outra ali, vento e um friozinho chato. Só que parece até coisa de filme: assim que chegamos de volta às nossas lindas casas, o vucu-vucu começou. Chuvas devastadoras, desmoronamentos (das estradas pelas quais passamos), desabrigados, mortos. Coincidência? Provenção divina? Como quiserem. Só sei que tinha alguma coisa segurando tudo aquilo, protegendo-nos para que nenhum mal acontecesse. Como acredito em Deus, se estou aqui hoje, é por causa dEle.

Momento pasmem.


Mudando totalmente de assunto, mas se eu não postar tudo que tenho na minha cabeça hoje, vou acabar es(enlou)quecendo. Não sei se consigo pensar. Peraí.




Um turbilhão de pensamentos, preocupações e sentimentos tomam conta de mim. Não sei se rio ou se choro. Hoje me perguntaram “você tá bem?”. Várias opções passaram pela minha cabeça: chutar, esquartejar, esfaquear, dar uma voadora...ou simplesmente dar aquele sorrisinho falso e falar “claro”. Optei pela última alternativa. Tinha esquecido a serra elétrica em casa.

O que é isso que estou sentindo?
Não sei. Não sei se é “finalmente” ou “que pena”. Sabe quando você quer e não quer uma coisa? O ano está acabando e, com ele, minha vida estudantil. Olha que coisa dramática: vida estudantil.
Estudo na mesma escola desde a primeira série, e muitos estão comigo desde então. Vi essa escola passar por todo tipo de reforma. Convivi com vários professores e funcionários e, inclusive, tenho mais tempo lá do que a maioria. Sem contar as peraltices. Aquele lugar foi palco de risadas, choros, bagunças, brigas... E agora, o último ano. Pensei que, a essa altura do campeonato, eu estaria pulando, gritando de felicidade. Mas não. Sabe quando você se pega falando “daria tudo pra voltar atrás”?
Realmente, a gente só dá valor nas coisas quando perde, não tem, ou acaba. Agora estou começando a entender quando alguém virava e falava: “aproveita bastante essa época, porque quando acaba, deixa eterna saudade”. “Fala isso porque não é você que tem que ficar até de madrugada fazendo trabalho, né idiota?”, eu pensava. O pior que deixa saudade mesmo. O clima de despedida já está no ar, faltando alguns dias pra formatura, o dia mais esperado e mais evitado.



Tudo piora quando vem aquela perguntinha: e depois? E depois? Será que as amizades continuarão? Será que alguém vai mudar de cidade? De país? Será que vão me ligar?

Para não me decepcionar, não crio expectativas. Uma das melhores coisas que aprendi foi estar sempre preparado para o pior.
Não é ser pessimista, mas sim uma estratégia, que tem como finalidade amenizar as armadilhas da vida. Assim, na hora do baque, você estará pronto e firme, pois já esperava.
Fica a dica.
Fase estranha. Ou confusa? Sei lá.
Tomara que passe logo.

Ou não.






sábado, 15 de novembro de 2008

Pessoas: tem coisa mais imprevisível?

Semana passada tive plena certeza que não. Parece que o ser humano vai se tornando mais e mais complexo, dias após dia. E juro que não sei por quê. Mas ainda estou tentando descobrir, mesmo estando em choque devido algumas descobertas nada agradáveis. Mas até que foi bom. Aprendi algumas coisas (boas).



Descobri que por trás de uma ovelhinha há sempre um coiote.
Sabe aquela pessoa que você olha e pensa “por ela eu coloco minha mão no fogo”? Doce ilusão. Tive a certeza que não existe ninguém santo. Ninguém. Ninguém mesmo. Aquela pessoa boa (até demais), sonsa, compreensiva, humilde e “ingênua”(aham, papai noel existe) não existia. Era tudo mentira. E não vou mentir que, mesmo sendo difícil admitir, tiro meu chapéu pra ela. Nunca vi alguém tão dissimulada dessa forma.

Manda o CV pra Globo, dear.

Também cheguei à conclusão que todos nós somos bipolares, sem exceção. Alguns ainda se superam e avançam para graus mais elevados: tri, tetra, penta, multipolaridade. Dá medo? Sim. Mas essa é a realidade.
Vai falar que você nunca teve aquele dia em que acorda amando e dorme odiando? Na segunda é bom dia, e na terça “dá pra parar de me encher o saco?”. Tá vendo? Você é bipolar e nem sabia.

De nada.

Percebi o quanto é difícil confiar em alguém hoje em dia. Eu, particularmente, penso X vezes antes de falar algo. Se falo, pode ter certeza que pensei muito bem antes.

Anote.

Uma das piores conclusões que tive, durante essa semana, é que tenho mais colegas que amigos. Mesmo aqueles que, ao meu ver, eram amigos, acabaram se tornando colegas inconscientemente. E, sinceramente, aquela “amizade” já não faz tanta falta.

Não sou do tipo que corre atrás, sorry.

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Agora falando de coisas boas: ficarei uma semana fora! Motivo? Praia.
Chato, né?

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Além-Ilha

Sombra e água fresca é bom e eu gosto. Mas, às vezes, a vida na Ilha pode ser entediante. Sabe aqueles dias que você cansa de olhar ao redor e ver só água, água e água?
Então, resolve tomar um solzinho, e 10 minutos são o suficiente para você tostar. Sim, aquecimento global existe e não é Deus abraçando a Terra mais de pertinho.



Nessas situações, pego meu barco e saio, em busca de outras Ilhas. Adoro me expor ao novo: culturas, mentalidades, lugares e línguas diferentes. A receita para as férias perfeitas. Mas, nesse post, vou me limitar em escrever somente sobre a mais nova novidade entre os travel lovers (eu! eu!), aventureiros e mochileiros de plantão: o CouchSurfing. (Obs.: a história das “culturas, mentalidades, lugares e línguas diferentes” fica pra outro post que, provavelmente, será postado em dezembro, comemorando um ano que eu...bem, como eu disse, fica pra outro post, rs).

Apesar da tradução literal, não, CouchSurfing não é pegar um prancha, subir no sofá e surfar.



Entre os norte-americanos, “surfe no sofá” é uma gíria usada para se referir à forma improvisada de se hospedar em algum lugar (geralmente, naquele sofá mara que, quando você senta, sente TODAS as molas cravadas na coluna).

Tudo começou quando o norte-americano Casey Fenton, programador de computadores, estava fuçando na internet quando, de repente, encontra uma passagem super barata para Islândia. Não pensou duas vezes: tirou o final de semana para conhecer o país.
O problema é que Casey não conhecia ninguém que morasse lá. Então, o nem-um-pouco espertinho resolve enviar vários e-mails para estudantes de uma universidade da capital, falando quem era e perguntando se poderiam hospedá-lo. Recebeu várias respostas em poucas horas. Então, Casey Fenton resolve embarcar naquela que diz ter sido melhor viagem de sua vida. E assim nasce o CouchSurfing: uma rede, criada em 2004, destinada a conectar gente que quer viajar a pessoas dispostas a recebê-las e, principalmente, fundir culturas e formar novas amizades. A rede já atinge 231 países e tem perto de 800.000 usuários, mais de 17.000 brasileiros.



Tomar cuidado na hora de escolher seu sofá é essencial. Nem tudo pode ser tão bom quanto parecia nas fotos. Não só as acomodações, como o anfitrião. Por isso, é sempre importante dar uma checada nos comentários que os usuários deixam a respeito de suas experiências com outros usuários.

Tudo fica mais fácil com 13 dólares. Com essa quantia, sendo hóspede ou anfitrião, é possível obter um atestado emitido pelo site garantindo que seu nome e endereço são verdadeiros. Assim, sua chance de receber e ser recebido são maiores, graças ao “selo de autenticidade”.

Para maiores informações acesse http://www.couchsurfing.com/




CouchSurfing, você conhecendo o mundo de sofá em sofá. (não, não to ganhando nada pela propaganda)