
Amar.
Welcome to my Island.





"Oooooi, gente!"
"Hiii, people!"
A sua campanha publicitária foi uma das maiores, senão a maior, de que já se teve notícia até hoje.
E as doações também, somando um total de, nada mais, nada menos, que meio bilhão de dólares, ao longo de 21 meses.
Convenhamos que, pra ter essa quantia modesta DOADA, a pessoa tem que ser muito, mas MUITO, querida, amada, venerada, idolatrada, não-sei-o-que-ada...
"Yes, you trust me!"
E é exatamente isso que acontece: o site MyBarackObama.com (oun, so cuuute), a rede social criada especialmente para a campanha, teve dois milhões de perfis criados. Por meio dela, 200 mil eventos foram planejados, 400 mil posts de blogs foram escritos e mais de 35 mil grupos de voluntários foram criados. Além disso, a rede tinha sua própria página de arrecadação de doações, pela qual 70 mil pessoas conseguiram US$ 30 milhões.
E não é só, queridinhos. Obama ainda tinha mais cinco milhões de pessoas que o apoiavam em outras redes sociais. Ele tinha perfis em 15 comunidades diferentes. Só no Facebook, 3,2 milhões de usuários manifestaram apoio ao então candidato democrata.
Fama básica.
E, além de tudo isso, no dia do seu discurso, quem aparece?
"Assôôôôô!"
Opraaaaah!
Gente, além de tudo, o cara tem o apoio da deusa americana, mais que um jedi, quase um papa, Jesus Cristo dos tempos modernos, Oprah Winfrey! Para (agora sem acento thanks to Reforma Ortográfica) tudo! Se ele tem o apoio da Oprah, ele tem o dos Estados Unidos INTEIRO!
Sim, o Obama é POP!
Ah, bem que ele podia dar um jeitinho nessa verruga medonha, né?
Agora, momento reflexão...
Já pararam pra pensar se todo aquele discurso, logo após sua vitória (de que ele era a resposta que todos esperavam, que os Estados Unidos é um lugar onde tudo é possível, que a mudança finalmente havia chegado), não passar de puro blábláblá? Puro marketing?
Partindo do famoso ditado de que “nem tudo é perfeito”, a minha dica seria: americanos, não criem mais expectativas, ou a decepção pode acabar sendo maior que a crise econômica.
Em junho do ano passado, quando Obama conquistou o direito de candidatar-se à presidência dos EUA, o discurso super otimista era: “Nesta noite, marcamos o fim de uma jornada histórica com o começo de outra – uma jornada que trará dias melhores para o país".
Agora, ao falar sobre o conteúdo do discurso que fará em sua posse, Obama disse que pretende apenas ser o mais honesto possível com o povo americano sobre "quais são as circunstâncias" do país.
E, recentemente, em palestra numa universidade, Obama admitiu que o país precisava de "medidas dramáticas já" e que a solução da crise "levará tempo, talvez muitos anos".
Obaaaaama, já tá ficando feeeio, hein?
"Me dá um cigarro AGORA!"
"Eu vou dominar o MUNDO!"Aí você vira e fala: “Ah, Abner! Larga de ser pessimista! Eu acredito no Obama e, desde o começo ele me pareceu uma pessoa decente!”.
Okay. Eu balanço a cabeça e finjo que concordo.
Cada presidente tem o escândalo de corrupção que merece.
O único problema é que nem todos são divulgados. Ainda mais quando se tem a mídia em seu favor, como no caso de Obama.
Mas sinto informar que o querido presidente tem andado com uma galerinha do mal ultimamente.
Hillary, aos 9 anos.
Começando pelo governador do Novo México, Bill Richardson.
Essa beldade aí do lado renunciou ao cargo de Ministro do Comércio por ser suspeito de beneficiar um doador de campanha com dois contratos públicos que somam 1,4 milhão de dólares.
Antoin Rezko, 171 super famoso em Chicago
O sírio deu uma “ajudinha financeira” (afinal, sírios têm pouco dinheiro) para a campanha anterior de Obama e ajudou-o a comprar a mansão de seus sonhos. Além de tudo, foi SÓ condenando em dezesseis acusações de corrupção. Será que ele não é brasileiro, gente?
Rod Blagojevich, governador de Illinois.
Mesmo sendo aliado de Obama (pelo menos ele se considerava, né?), Blago, para os mais íntimos, foi pego no flagra tentando vender a cadeira vaga de Oba-Obama no Senado.
Hillary Clinton, futura secretária de Estado.
É por essas e outras que falo: Obama, me engana que eu gosto.


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Hoje acordei e me deu uma vontade louca de tomar capuccino. Eu não tenho muito esse costume e nem sou tão chegado em cafeína assim.
Mas, quando me vi tomando aquela xícara desesperadamente, notei que tinha alguma coisa esquisita. E bota esquisita nisso.











