sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Desbravando a Ilha


Sim, sim. Ilha com letra maiúscula.
Não se trata de mais uma das trilhares de ilhas existentes no mundo, e sim, da minha Ilha, da extensão dos meus pensamentos. Mas não se preocupem. Não pretendo transformar meu blog em agenda cultural, manual de sobrevivência, livro de receita e muitos menos em reprodução machadiana. Falar difícil faz alguém ser melhor que os outros? Acho que não.
Pretendo abordar os mais diversos temas de uma forma descontraída e divertida.
Sintam-se à vontade em opinar na seção comentários, localizada no fim de cada postagem.




Já que é pra falar sobre a Ilha, gostaria de começar pelos grãos de areia que a formam.
No canto direito superior do blog, há um quadro digníssimo com a descrição “Andy Warhol Art Of The Day” (Arte do Dia de Andy Warhol).

Lá estava eu, fuçando entre os recursos do site, dando uma olhadinha básica nos gadgets, quando encontro Andy Warhol, imortalizado. É claro que tinha que fazer algo a respeito, rs.

Sinônimo de criatividade e inovação, Warhol foi um dos mais importantes e renomados representantes da pop art. Mas é impossível falar sobre sua super biografia sem antes mencionar um dos maiores movimentos artísticos do mundo.





A pop art, pra quem não sabe, surgiu no final dos anos 50, na Inglaterra, como uma reação artística ao movimento do expressionismo abstrato das décadas de 1940 e 1950.

No entanto, é a partir de 1963, nos Estados Unidos, que o ousado estilo artístico ganha força. É nesse momento que os nomes de Andy Warhol, Roy Lichtenstein, Claes Oldenburg, James Rosenquist e Tom Wesselmann surgem como os principais representantes da arte pop.

O novo movimento tinha como objetivo criticar, de forma irônica, a vida cotidiana materialista e consumista. Representava, assim, os componentes mais ostensivos da cultura popular. Era a volta a uma arte figurativa. Seus representantes buscavam inspiração na cultura de massas para criar suas obras de arte, sempre com cores intensas, brilhantes, fluorescentes e vibrantes. E disso, Andy entendia muito bem.

Andrew Warhola, ou Andy Warhol, era filho de pais originários da Eslováquia que migraram para os Estados Unidos durante a Primeira Grande Guerra.

Aos 17 anos, em 1945, entrou no Instituto de Tecnologia de Carnegie, em Pittsburgh, atual Universidade Carnegie Mellon (sim, a mesma onde Randy Pausch fez a sua tão famosa “última palestra”), e se graduou em Design.
Antes de partir para Nova York, em 1949, Warhol trabalhou como vendedor de legumes e de refrigerantes, o que ironicamente iria contribuir, como experiência, para a criação de seu universo estético.

No centro do mundo, onde tudo acontece, ou Nova York, como quiserem, Warhol começa a trabalhar como ilustrador de importantes revistas, como Vogue, Harper's Bazaar e The New Yorker, além de fazer anúncios publicitários e displays para vitrines de lojas. Ganha diversos prêmios como diretor de arte do Art Director's Club, dando início a sua carreira de sucesso como artista gráfico.

Mas a sua verdadeira guinada profissional acontece mesmo nos anos 60. Andy passa a utilizar motivos e conceitos da publicidade em suas obras, com o uso de cores fortes e brilhantes e tintas acrílicas. Reinventa a pop art com a reprodução mecânica. Seus múltiplos serigráficos são temas do cotidiano e artigos de consumo, como as reproduções das latas de sopas Campbell (yumy) e a garrafa de Coca-Cola, além de rostos de figuras conhecidas como Marilyn Monroe, Liz Taylor, Elvis Presley, Che Guevara, Mão Tse Tung e símbolos icônicos da história da arte, como Mona Lisa.


Foi a publicidade que retirou Marilyn da sua simples condição de indivíduo, transformando-a em sex symbol. Warhol, com seu estilo neutro e documental, reproduz a impessoalidade e o isolamento que caracterizam essa fama: o desinteresse fotográfico de Marilyn, num sorriso forçado, estereotipado, as cores vibrantes que a tornam numa caricatura, uma artificialidade assumida. Warhol secularizou o ídolo de Marilyn Monroe ao repetir constantemente seus retratos ou ao isolar o sorriso, ligando o mito da estrela aos métodos usados pelo mass media para fazer uma estrela, com variações e seqüências sucessivas, tal como num produto industrial.

E Warhol não pretendeu criticar a adoração do público diante de seus ídolos, muito menos a máquina de publicidade responsável pela criação dos mesmos; ele apenas devolveu para mídia a sua própria forma de criar um artigo de consumo. Mas ele fez mais que criar mitos através de ícones nas suas telas; ele criou o seu próprio mito, nos mais diversos meios artísticos.

Em 1968, Warhol é ferido com um tiro por Valerie Solanis, feminista radical e única membro da Society For Cutting Up Men (Sociedade Castradora de Homens). Felizmente, Andy se recupera depois de uma cirurgia de 5 horas.

A partir de 1970, Warhol vai além das expectativas e começa sua carreira como cineasta. Seus filmes undergrounds são hoje clássicos do gênero e, entre eles, se destacam Chelsea Girls, Empire e Blow Job (1964).

Na música, através do grupo de rock underground Velvet Underground, já nos anos 1970, participou de performances e ajudou a agitar e difundir a cena do glitter rock, originária de Londres. Dessa mesma vertente também participam, tanto em Londres, como em Nova York, David Bowie (fase Ziggy Stardust), Lou Reed , Iggy Pop, T. Rex, Kiss, New York Dolls. Mas Warhol não pára por aí.

Em 1982 aproxima-se da TV a cabo e cria Andy Warhol's TV, e em 1986, Andy Warhol's Fifteen Minutes, para a MTV.


Seus últimos trabalhos datam de 1986 com a série de pinturas intitulada The Last Supper, baseados em Da Vinci e um revival do grande tema da pop art intitulado Ads, que remetem aos trabalhos iniciais, baseados nos apelos da publicidade e do consumo e nos objetos do cotidiano.Em janeiro de 1987, Andy não se sente bem e interna-se no New York Hospital para exames e teve que se submeter a uma cirurgia de vesícula, considerada rotineira. Durante o pós-operatório teve uma arritmia cardíaca e faleceu aos 59 anos de idade. As versões sobre sua idade, entretanto, variam e fazem parte de uma verdadeira mitologia.

Em 1994 foi inaugurado o The Andy Warhol Museum em Pittsburgh, Pensilvânia.


"No futuro, todo mundo será famoso por 15 minutos". Profético?

Sim, Andy era pop.

19 sambadas na cara da sociedade:

Alice disse...

Bibii!!!
Adorei o "Abnisland"!!!
Ah fala sério ficou com inveja de mim ...kkkk
Alice in wonderland ai resolveu fazer o Abnisland kkk
brincadeira bi, que seu blog seja um sucesso
beju ^^

luisa disse...

Uiiiiiiii**
Em vez de estudar fica na "net" (ai bregaa) criando blogs? AHUAHUAHAUHA

Brinqueiiii!! Tá mtuu bom bib!!

beijos

lineehe disse...

Hey Boy!
Adoorei mto teu texto!
Intelectual! Ui!
Então eu amoo essa Pop Art da Marilyn!

Meu fotolog é aline no país das maravilhas serve esse nome?
AHshahsas
Beijox e sucesso!

Morango com leite condensado disse...

Bom texto!!!

Bjos

Danilo Cruz disse...

bacana seu blog! Nos sentimos bem a vontade

Laranjetes disse...

Criar uma Ilha (com letra maiúscula) dentro de si é um conceito interessante, uma idéia sedutora.

Post bem construído, blog interessante e com conteúdo. Continue postando sempre, a freqüência é importante.

Obrigada pela visita em nosso blog, muito apreciamos seu incentivo e ficamos felizes em saber que gostou do que escrevemos. Ter esse reconhecimento é realmente muito bom.

E pode deixar que te daremos uma força, te linkaremos em nosso blog.

Beijos,

El Taco de Guerra, da Equipe Ahazza Bee.

Amelia disse...

Olá!
Parabéns pelo texto!
Desejo a você toda a sorte do mundo com o blog, e muito acessos!
Assim como a El Taco de Guerra, vim agradecer a visita ao Ahazza Bee!

Beijos,
Amelia Juice, da Equipe Ahazza Bee.

Raíssa Rocco disse...

Adoreeei! *.*

Fabi M. disse...

Uhu, super texto do futuro jornalista. COngrats my dear, and welcome to the bloggers's world!

Gisa disse...

Oi... parabéns pelo blog, é muito massa!
gosto muito de Iggy e Bowie, foi legal saber a influencia que eles tiveram.

Sucesso pra "Ilha"!

Falando nisso... disse...

Olha... muitíssimo bom o texto, hein!
Já conhecia sua história, mas é sempre bom ler mais sobre ele!
Parabéns! Não pare! Vou colocar seu blog entre meus favoritos!
:)
Um grande abraço e muito sucesso!
Flô

Ohanna Radcliffe disse...

Muito Bom Abner.......



Melhor que assistir certas aulas.hehehe


Sucessoooo

maicon>>>u<< disse...

Boa sorte com seu blog novo!!
Os textos tão muito bons em conteúdo tudo de bom apra vcs!!!


http://nationanimes.blogspot.com

Fernando Gomes disse...

e como era pop.

curto demais o trabalho de Andy Warhol, sem dúvida um ícone da arte mundial.

ótimo post aliás..
tomara que as pessoas se inspirem a procurar mais sobre esse artista e acabem por largar um pouco a mediocridade que ronda o mundo artístico atual.

Frau disse...

Parabéns pelo blog! é realmente muito interessante! Não conhecia praticamente nada sobre Andy Warhol. O texto é muito bom! Simples e profundo ao memso tempo, sem esquecer de uma pitada de humor! Com certeza, voltarei mais vezes!

Jessy disse...

Andy Warhol é sem dúvida uns dos meus artistas prediletos e seu trabalho vale o destaque assim como tantos outros.
Sem duvida me encontro diretamente atingida por seu post já que sou estudante de arte.
boa sorte com seu blog!

Jaum disse...

Abneer, eu disse que ia vir aqui, era só questão de tempo disponível mesmo hahah Adorei o texto, tem muito do que eu ainda vou aprender fazendo facul de publicidade e propaganda, já me deu um incetivo a mais! \o Olha, tá muito cool aqui, continue postando, passarei aqui mais vezes,

abraços

Lais disse...

Noossa bibi c leva mto jeito pra coisaa !!
q menino intelectual !!
ta otimo seu blog xiiixaaa

beeijo :)

•gilcélia• disse...

biiiiiiiiiiiiii
que chique seu blog love...
nao sabia desse seu talento com as palavras! ta de parabens!
sucesso
gil