
O teatro anda não só consumindo grande parte do meu tempo, mas horas de sono também. A grande peça tem estréia nesse domingo: “O Fantástico Mistério de Feiurinha”. Diretor, roteirista e ator. Não, não é fácil. Cross your fingers, please.
Enfim, voltei da praia. Tudo bem que peguei sol só na terça, mas mesmo assim, valeu muito a pena. Nada melhor que estar na companhia dos amigos, rindo, ficando acordado até tarde, comendo besteira e, claro, jogando cartas (UNO e suas variações, rs). Detalhe: se tivéssemos ficado UM dia a mais em Balneário Camboriú (SC), provavelmente não estaria aqui escrevendo esse post.
Tudo bem que o tempo lá não estava propício pra pegar uma corzinha básica. Uma chuvinha aqui, outra ali, vento e um friozinho chato. Só que parece até coisa de filme: assim que chegamos de volta às nossas lindas casas, o vucu-vucu começou. Chuvas devastadoras, desmoronamentos (das estradas pelas quais passamos), desabrigados, mortos. Coincidência? Provenção divina? Como quiserem. Só sei que tinha alguma coisa segurando tudo aquilo, protegendo-nos para que nenhum mal acontecesse. Como acredito em Deus, se estou aqui hoje, é por causa dEle.
Momento pasmem.

Mudando totalmente de assunto, mas se eu não postar tudo que tenho na minha cabeça hoje, vou acabar es(enlou)quecendo. Não sei se consigo pensar. Peraí.


Um turbilhão de pensamentos, preocupações e sentimentos tomam conta de mim. Não sei se rio ou se choro. Hoje me perguntaram “você tá bem?”. Várias opções passaram pela minha cabeça: chutar, esquartejar, esfaquear, dar uma voadora...ou simplesmente dar aquele sorrisinho falso e falar “claro”. Optei pela última alternativa. Tinha esquecido a serra elétrica em casa.

Tudo piora quando vem aquela perguntinha: e depois? E depois? Será que as amizades continuarão? Será que alguém vai mudar de cidade? De país? Será que vão me ligar?

O que é isso que estou sentindo?
Não sei. Não sei se é “finalmente” ou “que pena”. Sabe quando você quer e não quer uma coisa? O ano está acabando e, com ele, minha vida estudantil. Olha que coisa dramática: vida estudantil.
Estudo na mesma escola desde a primeira série, e muitos estão comigo desde então. Vi essa escola passar por todo tipo de reforma. Convivi com vários professores e funcionários e, inclusive, tenho mais tempo lá do que a maioria. Sem contar as peraltices. Aquele lugar foi palco de risadas, choros, bagunças, brigas... E agora, o último ano. Pensei que, a essa altura do campeonato, eu estaria pulando, gritando de felicidade. Mas não. Sabe quando você se pega falando “daria tudo pra voltar atrás”?
Realmente, a gente só dá valor nas coisas quando perde, não tem, ou acaba. Agora estou começando a entender quando alguém virava e falava: “aproveita bastante essa época, porque quando acaba, deixa eterna saudade”. “Fala isso porque não é você que tem que ficar até de madrugada fazendo trabalho, né idiota?”, eu pensava. O pior que deixa saudade mesmo. O clima de despedida já está no ar, faltando alguns dias pra formatura, o dia mais esperado e mais evitado.

Tudo piora quando vem aquela perguntinha: e depois? E depois? Será que as amizades continuarão? Será que alguém vai mudar de cidade? De país? Será que vão me ligar?
Para não me decepcionar, não crio expectativas. Uma das melhores coisas que aprendi foi estar sempre preparado para o pior.
Não é ser pessimista, mas sim uma estratégia, que tem como finalidade amenizar as armadilhas da vida. Assim, na hora do baque, você estará pronto e firme, pois já esperava.
Fica a dica.
Fase estranha. Ou confusa? Sei lá.
Tomara que passe logo.
Fase estranha. Ou confusa? Sei lá.
Tomara que passe logo.
Ou não.


5 sambadas na cara da sociedade:
Realmente! Fase muito difícil! Passei por isso o ano passado e a única maneira como consigo descrever a sensação é como uma mistura de glória, de conquista ao mesmo tempo em que se sente estar envelhecendo, de ter chegado ao fim de uma fase...Apesar de tudo é muito bom =]
Caramba brotherr ainda bemm que consegiu voltar rsrsr
abraçosss
boa estréia!
Lhe desejo boa sorte Abner!
Valeu!
Olá! Como sempre não resisto a vontade de me manifestar.
Tópico 1: apenas para "ajudar" a aumentar a tua "confusão" vou te fazer uma pergunta mais complexa que a que tu levantaste no teu 'post'. "Sabes que tu és?"...acho que essa é um pouco mais difícil de responder hehehe.
Tòpico 2: essa idéia do fim, do término. Um misto de ansiedade, medo, expectativa. Olha, o que posso te dizer...realmente algumas pessoas não te ligarão mais, outras sim...algumas coisas serão como tu esperas, outras não...como podes ver, no fundo, no fundo tudo continua meio que igual a sempre. A vida do jeito que ela é. Ainda que mudemos nossa ótica um pouco.
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